terça-feira, 24 de julho de 2012

Asas (11/12/2011)


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Não. Não está tudo bem.

A tempestade não cessa, o vento não vai parar de uivar. As (in) decisões,  (in) constantes, sim, não.
Quisera ele ser simples, ser preto no branco, sem escalas cinzentas, sem a indagação da mera existência. Ele não sabe, nunca saberá como é ser diferente.

O amor fala alto, mas as asas não deixam de bater, em um ímpeto desesperado de liberdade. Liberdade de quê? Quem prende? Quem cerca? Além dele mesmo... Da prisão criada pelo prisioneiro.

Hoje a calmaria chegou. Mas amanhã, quem sabe? O peito arfante, o ar escasso, é só o que sente, independe do sorriso no rosto, das palavras proferidas. Ele é casca.
. . .

Como fica mais fácil na terceira pessoa, nos tira a responsabilidade de culpa.

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