terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Um lar seguro para aquele que voa
E eu me pergunto se vim para o mundo para encontrar meu lugar. Para encontrar meu alguém, meu onde, e se de fato meu coração sentirá quando for a hora.
Me pergunto se não sou de tudo, de todos. Se meu sangue de fato não vem de suas raízes ciganas, nômades, de quem recebe a sina de deixar um pouco de si por onde voa, mas sem criar amarras.
Me pergunto se vim encontrar meu lugar no mundo, ou o mundo veio me encontrar...
E se assim for, porque dói tanto despedaçar-me em tantas realidades, tantas pessoas, tanto amor e sentimento de perda...
Se um dia consigo aceitar que a felicidade é meta, que o tempo corre, e que só o que não posso fazer é negar o amor, negar a família, e aceitar a comodidade indesejada. Dizer sim para o que prende, se assim eu não o quiser.
E quando o quiser, saber como parar de voar, e pousar nos braços seguros de, quem sabe, o meu novo lar.
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