quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O som do meu oceano


Queria a chave que abre meu peito, que solta dele todos os pesos dos quais a razão desconheço. Queria a resposta para os meus próprios versos, para essas minhas próprias rimas, entoadas na minha mente, no meu coração.

Quero saber de onde vem a música que move meu corpo, a voz que me direciona para onde não vejo horizontes.  Quero saber onde fica meu porto seguro, onde me sinto a salvo, onde a maré não me fere.

Quero o que me encanta, quero a magia de minhas noites tranquilas onde meu melhor companheiro é quem tenho dentro de mim. Quero saber como meu mundo roda, como eu tiro os pés do chão. Quero o encontro do meu próprio reflexo decidindo o que o faz sorrir.

Eu quero calmaria, calmaria em mim, quero conseguir permitir que a água molhe meus pés, encharque aquilo que tanto protejo das ondas e da chuva. Quero parar de indagar tanto, e deixar que as respostas venham para as perguntas que nunca fiz, que nunca tornaram revolto meu oceano particular.

Quero aceitar o que a maré trás, e deixar que seja meu farol a estrela mais brilhante a refletir no mar.

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