Nunca imaginei que virar gente grande significaria abrir mão da inconstância que sempre gostei de ter como marca forte da personalidade que me fez sempre encarar tanta coisa de frente. Nunca imaginei que virar gente grande fosse não ter mais o tempo que me era permitido para escrever, para sonhar, ou até mesmo para me reinventar naquilo que tenho vontade. O que aconteceu com as histórias que eu escrevia, com as danças que fazia, com o tempo que me concedia frutos na mente para aguar e cuidar? Corro tão rápido que tudo que lembro cabe nos bolsos da minha mochila e nas linhas da minha agenda. Hoje, amanhã, mês que vem, e mais. Só o que guarda a mente dessa pessoa da qual me orgulho, mas tenho medo, é o próximo compromisso do dia.
Falta do meu coração que sempre conseguia ir mais longe do que a mente era capaz de alcançar.

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