quinta-feira, 27 de março de 2014

Sou onda


Se a minha onda corre, frenética, sem perder sua força ou desfazer-se na maré, quem sou eu para descer e procurar um outro momento oportuno?

Se as coisas dão certo, mesmo que longe das praias em que gostaria de estar, quem sou eu para dizer que não devo aceitar a corrente e agarrar minhas oportunidades como sempre o fiz?

Se meu lar está longe, mas a sorte aqui, quem sou eu para virar as costas e querer algo diferente?

Para meu lar distante,

que o mar um dia me carregue.

Até lá,

continuo com a força brutal de onda prestes a quebrar, segurando com convicção nos acasos que aparecem, e na sorte que sorrir.

Nenhum comentário:

Postar um comentário